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Rockwell Automation projeta avanços significativos para o setor industrial brasileiro em 2026

Nova fase da automação industrial prioriza colaboração entre humanos e máquinas, com IA impulsionando manutenção preditiva e segurança operacional


A Rockwell Automation, maior empresa do mundo dedicada à automação industrial e transformação digital, projeta avanços significativos para o setor industrial brasileiro em 2026, com destaque para a transição da Indústria 4.0 para a Indústria 5.0, impulsionada pela adoção crescente de novas tecnologias, como inteligência artificial.

A Indústria 5.0 representa a nova fase da revolução industrial, caracterizada pela colaboração entre seres humanos e sistemas automatizados. Diferentemente da Indústria 4.0, que focou na digitalização e conectividade, a 5.0 coloca o humano no centro da automação, combinando a precisão e eficiência dos robôs com a experiência, criatividade e capacidade de tomada de decisão das pessoas. O objetivo é criar fábricas mais seguras, eficientes e sustentáveis, onde a tecnologia potencializa, mas não substitui o trabalho humano.

Segundo Cristiano Bonanno, Diretor Regional da Rockwell Automation no Brasil, a indústria está entrando em uma nova fase, com maior colaboração entre robôs e pessoas, permitindo a automação principalmente de processos críticos e de risco elevado para seres humanos. "A gente está indo para 5.0, é uma tendência. No Brasil, já temos indústrias com essa sofisticação", afirma o executivo, destacando que o principal impacto está na segurança operacional.

A manutenção preditiva emerge como uma das aplicações mais revolucionárias da IA na indústria. "Hoje nós conseguimos, de forma preditiva, prever uma falha em um equipamento antes de ela aparecer e assim fazer a manutenção ou substituição no momento adequado," explica.

No entanto, a maior presença de robôs em fábricas não é sinônimo de menos empregos na indústria. "O que observamos no mercado brasileiro é que existe a necessidade de mão de obra. A experiência de uma pessoa que antes trabalhava pilotando uma empilhadeira continua sendo muito válida na resolução de problemas no chão de fábrica."

Para Bonanno, a Indústria 5.0 não elimina o trabalhador, mas transforma e valoriza sua experiência. "Uma pessoa que já trabalhou na planta física pode colaborar no desenho de uma fábrica inteligente, com uma visão operacional do comando remoto dessa estrutura," explica. "Esse profissional tem muito valor."

A transição para a Indústria 5.0 demanda ainda democratização tecnológica, tornando o acesso a novas tecnologias cada vez mais simples de implementar e utilizar no chão de fábrica. A Rockwell Automation atua nessa frente desenvolvendo e comercializando tecnologias como gêmeos digitais, simulações e sistemas que ajudam empresas a planejar, testar e otimizar processos de forma virtual. "As tecnologias hoje têm que ser cada vez mais simples de serem comandadas," defende o executivo.

A empresa mantém forte presença no Brasil por meio de estruturas de engenharia, gestão de projetos, serviços e treinamento, além de parcerias com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e outras instituições de ensino técnico para capacitação da força de trabalho.

"Não levamos apenas a tecnologia, mas atuamos muito na capacitação da nossa força técnica, na especialização de distribuidores em toda a América Latina e no apoio às escolas técnicas, que treinam e formam novos profissionais para atuar nas fábricas de todo o Brasil," finaliza.

As principais tendências da indústria global foram apresentadas pela Rockwell durante a Automation Fair 2025. A feira, considerada a principal vitrine global de inovação e automação industrial, reuniu mais de 15 mil profissionais de todo o mundo durante os dias 17 e 20 de novembro, em Chicago, nos Estados Unidos.

Igor Lima - EPR <igor.lima@epr.com.br>

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