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Editorial

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2026: O Ano em que a Infraestrutura Hídrica Será Testada
O ano de 2026 começa marcado por uma combinação rara de desafios que pressiona toda a cadeia de água, efluentes e filtração no Brasil. Eventos climáticos mais extremos, ativos envelhecidos, custos operacionais crescentes e exigências regulatórias mais rígidas colocam o setor diante de uma pergunta inevitável: estamos prontos para operar com mais eficiência em um cenário de escassez permanente?
A lógica de expansão que dominou a última década já não é suficiente. Em 2026, o eixo estratégico se desloca para resiliência, gestão inteligente e decisões baseadas em dados. Concessionárias precisam lidar com energia mais cara, estruturas de saneamento defasadas e a urgência de adotar tecnologias que permitam previsibilidade, automação e redução de perdas. A filtração — antes vista como operação — assume posição de infraestrutura crítica, influenciando desde a qualidade da água até a performance industrial.
A digitalização ganha maturidade. Sensores avançados, análises preditivas, monitoramento remoto e integração com IA deixam de ser tendência para se tornar padrão mínimo. Empresas que não adotarem essas ferramentas sentirão o impacto direto em custos, conformidade e competitividade. Ao mesmo tempo, a falta de profissionais técnicos experientes expõe a necessidade de acelerar capacitação e retenção — um ponto sensível que já afeta países desenvolvidos.
Há ainda o fator global: cadeias de suprimentos mais tensas, fusões na indústria química e movimentos corporativos em filtração moldam um ambiente em que o Brasil precisa agir com rapidez para não perder protagonismo. O setor tem potencial, mas depende de decisões mais integradas, investimentos consistentes e coragem para abandonar modelos ultrapassados.
2026 será o divisor de águas: separará quem apenas acompanha tendências de quem lidera a transformação rumo a uma infraestrutura hídrica mais eficiente, segura e sustentável. Boa leitura. 

Rogéria Sene Cortese Moura 
Editora 

 


 

Conselho Editorial: 
Adriano de Paula Bonazio; André Luis Moura; Alex Alencar; Edgar Mascarenhas; Eric Rothberg; Fábio Campos; Jeffrey John Hanson; João Moura; João Carlos Mucciacito; José Alexandre Marques; Laíssa Cortez Moura; Lucas Cortese Moura; Marco Antônio Simon; Marcos Dantas de Oliveira; Patrick Galvin; Paulo Nascimento; Paulo Roberto Antunes; Raul Cavalaro; Robert Scarlett; Rogério Jardini; Tarcísio Costa e Valdir Montagnoli.
 

Colaboraram nesta edição:
Adriano de Paula Bonazio e Marco Antônio Simon (Abrafiltros); Lucas Cortese Moura e Gabriel Cortez (Iteb); André Luis Moura e Jackson Barbosa (Laffi Filtration); Priscila Silva, José Augusto da Silva Moraes, Celso Stupiglia, Cesar Souza, Hairton Oliveira (Parker); David Siqueira de Andrade e Gabriela Oppermann (Supply Service); José Amaro, Eduardo Azevedo e Celso Ramos (Newtec); (Filtech); Wagner Silva de Almeida (Tecfil); Eduardo Capelastegui (Neoenergia); Arata Ichinose (Honda); Erasmo Carlos Battistella (Be8); Rodrigo Jorge (Air Liquide Brasil); Vinicius Ciocci (Pure Water); Leonardo Heise (Panozon); Eliezer Wenzel (Purifil); Tatianne Costa de Andrade (AST Ambiente); Thiago Antoniolli (BBI Filtração); Marcia Santana (DBM Nano); Camila Ordonha (Merck); Fernanda Gonçalves (Analítica); Gabriel Souza (Hydac); Alex Alencar (Engefluid); Antonio Rodolfo Junior (Instituto Brasileiro do PVC); Mauro Adamo Seabra (ASFAMAS); (Bentley Systems); (Sindirepa RJ) e Pedro Signorelli.

 


 

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