40% das piscinas novas no Brasil usam tratamentos alternativos de água, entre eles, ozônio e ionização
Por Cristiane Rubim
Edição Nº 138 - Janeiro/Fevereiro 2026 - Ano 24
O mercado de ozônio para piscinas vem em pleno crescimento nos últimos anos. O ozônio é oxidante muito mais potente que o cloro. No Brasil, os geradores de ozônio ganharam destaque nos últimos anos. Artistas famosos e grandes empreendimentos adotaram
O mercado de ozônio para piscinas vem em pleno crescimento nos últimos anos. O ozônio é oxidante muito mais potente que o cloro. No Brasil, os geradores de ozônio ganharam destaque nos últimos anos. Artistas famosos e grandes empreendimentos adotaram o uso do ozônio para suas piscinas, que já é tratamento bem conhecido nos EUA e na Europa. O ozônio é um gás incolor que elimina todos os contaminantes orgânicos e microrganismos e beneficia a saúde dos banhistas: reduz cloraminas, subproduto nocivo, causadoras de ardência nos olhos, cheiro de cloro, alergias respiratórias e ressecamento de pele e cabelos. A maioria das piscinas no Brasil ainda utiliza tratamento tradicional do cloro e manual. Cerca de 40% das piscinas novas já usam tratamento alternativo, disputado entre ionização, ozônio, gerador de cloro e parcela menor de ultravioleta. Mercado de ionizadores no Brasil também atende clientes famosos e empreendimentos e pode crescer muito mais.
Na opinião de Vinicius Ciocci, diretor comercial da Pure Water, o mercado de ionizadores no Brasil pode crescer muito mais, pois a maioria das piscinas ainda é tratada manualmente com cloro. “Nossa empresa veio crescendo impulsionada pela busca por alternativas mais saudáveis, sustentáveis e confortáveis ao cloro tradicional. O cliente está mais informado e procura maior bem-estar, saúde e sustentabilidade e gosta muito de poder reduzir ao máximo os produtos químicos e tornar o tratamento da piscina automático. Para muitos, o tratamento automático de piscinas por ionização é novidade e ainda há muito espaço para crescer” – avalia Vinicius Ciocci.
Market share
O que a Panozon tem de indicador setorial é uma pesquisa realizada pela Associação Nacional das Empresas e Profissionais de Piscinas (Anapp) em 2024: “Em torno de 40% das piscinas novas já saem com algum tratamento alternativo. É uma categoria ampla, que inclui ozônio, geradores de cloro por sal, ultravioleta etc., ou seja, a penetração de tecnologias, além do cloro convencional, está em alta, mas sem divisão oficial por tecnologia. A entrega do ozônio é diferente dos outros tratamentos” – afirma Leonardo Heise, gerente de marketing da Panozon.
A maioria das piscinas no Brasil ainda utiliza tratamento tradicional manual com cloro. “Na nossa visão, o restante do mercado é disputado entre ionização, ozônio e gerador de cloro e uma parcela menor da ultravioleta. A partir de 2024, notamos crescimento do gerador de cloro devido ao aumento de oferta no mercado brasileiro por fabricantes de equipamentos de piscinas que estão importando equipamentos produzidos na China” – analisa Vinicius Ciocci.
Famosos
Até artistas famosos utilizam o ozônio na sua piscina. A Panozon tem vários clientes famosos. “Clientes que já comentaram publicamente em posts nossos são as gêmeas campeãs olímpicas de nado sincronizado, Bia e Branca Feres. Entre nossos clientes corporativos que utilizam o ozônio em piscinas de uso coletivo estão o Hotel Rosewood, em São Paulo, e o condomínio Aquabrava, no Paraguai, com enorme piscina de 7 milhões de litros” – destaca Heise.
APAE, de Artur Nogueira, em São Paulo: “Nossa piscina é usada hoje por 240 alunos para hidroterapia e educação física. A alegria quando estão fazendo exercícios é o mais importante. O tratamento de ozônio proporciona excelente qualidade da água e de vida, os olhos não ficam avermelhados e os cabelos das nossas alunas não ressecam, o que é um benefício muito significativo.”
Surf Indoors, de Curitiba (PR): primeira piscina de ondas indoor (coberta e aquecida) do Brasil atendida com tecnologia Panozon.
Este ano, a Pure Water completa 20 anos fabricando ionizadores para piscinas com íons de prata no Brasil. “Temos milhares de clientes residenciais e centenas de clientes de piscinas coletivas 100% satisfeitos. Os resultados são os melhores possíveis para quem busca realmente reduzir o cloro e seus desconfortos. Além do cloro, há diminuição de floculantes, de redutor de pH e eliminação total de algicida” – diz Vinicius Ciocci.
Ciocci cita case de cliente da empresa há 10 anos em Sorocaba (SP). “Este cliente possui duas academias onde crianças com problemas respiratórios e alergias chegam indicadas por pediatras para praticar natação devido ao tratamento com íons de prata e cobre. Muitos usuários relatam que a água fica ‘mais macia’ e menos agressiva à pele, aos olhos e aos cabelos devido à redução máxima de cloro possível” – conta.
Para piscinas residenciais e de condomínios, o ionizador de prata e cobre traz avanços em automação e eficiência, diferenciando-se pela experiência premium e retorno financeiro rápido. “É notável que o nosso cliente residencial se impressiona pelo resultado da água no dia a dia com baixa manutenção quando comparada ao tratamento tradicional. Nossos clientes que possuem casa de veraneio ou fazem viagens frequentes ficam encantados ao encontrar a piscina com água cristalina depois de um período de ausência prolongada” – menciona Ciocci.
Segundo ele, diminui até as reclamações que são frequentes dos condôminos. “Os condomínios se impressionam com a redução em produtos químicos e de mão de obra para manter a piscina sempre cristalina e perfeita para uso” – relata.
A Pure Water tem clientes variados, inclusive artistas famosos. “Nossos lojistas e construtores parceiros por todo o Brasil vendem os equipamentos e relatam sobre vários artistas, Ivete Sangalo, Caetano Veloso, entre outros. Uma piscina sempre frequentada por famosos é do Carmel Taíba Exclusive Resort, no Ceará, onde toda a Rede Carmel de Resorts utiliza nosso ionizador para tratamento de suas piscinas. Os famosos que lá frequentam não deixam de dar um mergulho na piscina linda de borda infinita com vista para o mar e 1,4 milhão de litros de água muito mais saudável” – comenta Vinicius Ciocci.
Filtros
Bomba com pré-filtro e filtro de areia são importantes em qualquer tratamento de piscina e servem para remover sujeiras sólidas visíveis. Tanto ozonizador quanto ionizador trabalham em conjunto com a filtração tradicional da piscina. Enquanto o filtro remove resíduos físicos, como folhas, poeiras e partículas, o ozônio entra com desinfecção microscópica e o ionizador eliminando algas, bactérias e vírus.
Alguns geradores de ozônio utilizam na parte interna filtro de sílica para absorver a umidade do ar. A sílica precisa ser trocada em poucos meses ou semanas, senão satura e a umidade diminui a geração de ozônio, chegando a queimar a célula. Células mais modernas não precisam de filtro secador.
Ozonizador
Instalado na casa de máquinas da piscina, o ozonizador empresta o oxigênio (O2) do ar ambiente, transforma-o em ozônio (O2) e injeta o ozônio na tubulação. O ozônio reage para eliminar matéria orgânica e microrganismos e deixar a água 100% saudável, devolvendo rapidamente oxigênio puro ao ambiente. Como não deixa residual na piscina, precisa de saneante de efeito residual. Não automatiza a piscina, é preciso peneirar, filtrar/retrolavar, aspirar o fundo da piscina e corrigir alcalinidade e pH. Estudos mostram que sistemas com ozônio + residual de cloro têm queda de cloraminas e de sintomas alérgicos respiratórios em comparação ao cloro sozinho.
Ozônio elimina:
• Todos os tipos de contaminantes por oxidação, bactérias, fungos e vírus;
• Matéria orgânica: protetor solar, bronzeador, suor, urina e maquiagem;
• Cloraminas, subproduto do cloro com sujeiras da piscina, causadoras de desconfortos aos banhistas: ardência nos olhos, alergias respiratórias e ressecamento de pele e cabelos.
Tratamento de ozônio:
• Permite que pessoas alérgicas ao cloro, com rinite, asma ou outras doenças respiratórias, possam nadar na piscina;
• Gerador utiliza o próprio ar ambiente, não precisa trocar peças ou refil de ozônio, fazer apenas uma manutenção preventiva anual;
• Ecológico e sustentável, o subproduto é apenas oxigênio puro;
• Investimento: seu custo inicial é mais elevado e instalação mais complexa.
Checar as dimensões do gerador de ozônio, se a casa de máquinas comporta o aparelho ou se será preciso fazer adaptações e as necessidades de bomba e filtro para que o ozônio funcione corretamente. A qualidade do injetor venturi também é importante. Kynar, por exemplo, é material resistente ao ozônio e aumenta a vida útil do venturi. Ao passar água dentro do injetor venturi, pressão negativa é criada e ozônio é puxado para dentro da tubulação com injeção correta e alta taxa de dissolução na água.
Avanços e diferenciais do ozônio para piscinas residenciais e de condomínios:
• Conforto aos banhistas, com menos cloraminas, há menos odor e não agride a pele nem os olhos. Ideal para quem tem rinite, asma, bronquite etc.;
• Oxidação rápida de contaminantes orgânicos, a água fica mais cristalina;
• Ao reduzir a carga orgânica que viraria cloraminas, há menos subprodutos e água fica mais natural com menos produtos químicos;
• Sensor do ozonizador mostra quando a produção de ozônio está nos níveis corretos ou não.
Ionizador
Instalado no sistema de recirculação, o ionizador utiliza eletrólise e por meio de eletrodos de cobre ou prata aplicados à corrente elétrica liberam pequena descarga de íons antibacteriano e antimicrobiano na água da piscina que não afetam o ser humano. Não tem cheiro e não evapora quando a bomba é desligada, residual de íons metálicos continua a agir, mantendo a piscina protegida. Os eletrodos de cobre e prata devem ser trocados periodicamente.
Segundo Ciocci, o processo do ionizador da Pure Water é bem simples. Instalado na tubulação, após o filtro, o ionizador possui timer que liga a bomba da piscina para fazer a filtragem. O aparelho recebe o sinal e automaticamente gera quantidade precisa de íons de prata e cobre, liberando-os direto no fluxo de água. “A própria circulação se encarrega de espalhar os íons por toda a piscina. Esses íons criam ‘residual sanitizante’ duradouro como um escudo invisível que fica na água, eliminando algas e bactérias 24 horas por dia, mesmo quando o sistema de filtragem está desligado” – explana.
Avanços e diferenciais do ionizador para piscinas residenciais e de condomínios:
• A água permanece cristalina e livre de algas;
• É muito fácil ajustar e manter o equipamento funcionando;
• Equipamento ligue e desliga diariamente automaticamente a ionização e a filtragem da piscina.
Íons de prata e cobre
A ionização foi desenvolvida pela Nasa e a tecnologia para tratamento da água por íons de prata e cobre foi utilizada nos primeiros voos espaciais tripulados, projeto Apollo. “Dupla poderosa e complementar, os íons de cobre atuam como algicida natural, eliminando algas e impedindo sua proliferação. Eles desestabilizam as células das algas, controlando aquele aspecto esverdeado indesejado. Os íons de prata são bactericidas que destroem bactérias e vírus ao penetrar suas membranas celulares e interferir nos processos vitais desses microrganismos” – expõe Ciocci.
Quando liberados na água pelo ionizador, estes metais ficam carregados em sua forma ionizada eletricamente. “Essa carga elétrica permite que se ‘grudem’ nos microrganismos, que possuem carga oposta, como ímãs. Uma vez aderidos, eles perfuram as membranas celulares, bloqueiam enzimas essenciais e impedem a reprodução dos patógenos. O grande trunfo é a ação residual: os íons permanecem ativos na água por semanas, oferecendo proteção contínua. É como ter um ‘guardião invisível’ trabalhando 24 horas, diferente do cloro que se dissipa rapidamente com sol e calor” – explica Vinicius Ciocci.
Essa tecnologia faz com que os íons prata e cobre fiquem residuais na água da piscina, o que reduz ao máximo o uso do cloro, formando menos cloraminas, responsáveis pelo cheiro de cloro forte e irritações oculares e respiratórias.
Cloro por sal
O gerador produz o cloro e faz sua dosagem automática a partir do sal na piscina, parecido com o dosador de cloro por pastilha. Aumenta o pH da água e gera cloraminas. Precisa dosar sal na piscina a cada 2-3 meses e fazer o controle do pH.
Comparativo
Para Ciocci, o comparativo perfeito entre as técnicas é bem difícil, pois envolve consumo de energia, mão de obra e automação, despesas com produtos complementares e eficiência e segurança para o usuário. “O tratamento por ionização prata e cobre ganha em automação, despesas com energia, despesas com produtos complementares e empata em eficiência e segurança” – discorre.
Ciocci explica que o cloro e o salinizador que o mercado adotou o nome de gerador de cloro são tratamentos feitos à base de cloro. “A diferença é que no gerador de cloro parte do sal colocado na piscina é transformada em cloro à custa de energia elétrica. Parte da economia em comprar cloro vai para a energia elétrica e a quantidade de cloro na piscina não muda” – explica.
Há ainda fator cultural. “O brasileiro não se sente confortável em utilizar uma piscina onde a água é salgada. Outra diferença é que a ionização não altera o pH e o tratamento com sal requer ajuste constante do pH, isto é, mais produto e mais controle” – diz.
O ozônio e a ultravioleta são eficientes para tratamento de água de passagem. “A água é tratada no momento que passa pela câmara e tem contato com o ozônio ou a UV para consumo/potável. Em piscinas, a parte da água que eventualmente não passa pela câmera não recebe tratamento e não há residual ativo que continue a combater algas e microrganismos, o que obriga ter quantidade maior de cloro se comparada à ionização prata e cobre e a bomba de filtragem permanentemente ligada” – menciona Ciocci.
Ozonizador produz gás ozônio e ionizador produz íons de cobre e/ou de prata, dependendo do modelo. “Na prática, o gerador de ozônio elimina a matéria orgânica, vírus, bactérias e algas e, principalmente, as cloraminas. Já os íons de cobre eliminam apenas algas. Muitas pessoas utilizam o ionizador como ‘algicida automatizado’, mas não é tratamento completo. Íons de prata, quando em quantidade suficiente na piscina, são bacteriostáticos, não deixam bactérias se reproduzirem. Porém, íons não eliminam matérias orgânicas, como suor, urina, bronzeadores etc. Não é possível tratar piscina apenas com ionizador, sendo preciso manter o cloro” – pontua Heise, da Panozon.
O ionizador não deixa a água ficar verde por causa das algas. Monitorar os níveis de cobre e prata evita a coloração esverdeada da água e de superfícies da piscina. O ionizador precisa de pequena quantidade de cloro para desinfecção completa. O gás de ozônio se dissipa no ar e não oferece proteção residual na piscina quando a bomba está desligada, só quando em recirculação e equipamento ligado, e precisa de saneante residual.
Contato das empresas
Panozon: www.panozon.com.br
Pure Water: www.purewater.com.br