ENGIE Brasil desenvolve iniciativas inovadoras para aumentar a eficiência e a vida útil de seus parques eólicos
InPress Porter Novelli -
Duas iniciativas focam na identificação de desalinhamentos em turbinas, utilizando recursos como inteligência artificial e sensores de laser
A ENGIE Brasil está desenvolvendo duas iniciativas inovadoras para aumentar a eficiência e a vida útil de seus parques eólicos. Os projetos, realizados em parceria com universidades brasileiras, usam tecnologias avançadas para identificar desalinhamentos em turbinas, problemas que podem prejudicar a produção de energia e acelerar o desgaste dos equipamentos. Os investimentos, considerando as duas iniciativas, chegam a R$ 2,8 milhões. A área de performance da ENGIE, que atua em parceria com as usinas no monitoramento constante dos dados de máquina das usinas renováveis identificando correções necessárias e oportunidades de ganhos, será a responsável por gerenciar os projetos.
O primeiro projeto, em colaboração com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e duração prevista em seis meses, foca no desalinhamento que ocorre quando a turbina do aerogerador não está perfeitamente orientada em relação à direção do vento. Utilizando sensores do modelo LiDAR (Light Detection and Ranging), um dispositivo que usa feixes de laser para medir distâncias com alta precisão, criando um mapa 3D de um ambiente, a ENGIE está testando um algoritmo próprio que detecta automaticamente turbinas desalinhadas e recomenda correções pontuais. A iniciativa está sendo aplicada em caráter experimental no Conjunto Eólico Campo Largo, na Bahia.
Já o segundo projeto, desenvolvido com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) e com duração de 14 meses, trata do desalinhamento de pitch — o ângulo de inclinação das pás dos aerogeradores. Quando esse ângulo está fora do ideal, a turbina perde eficiência e sofre maior desgaste mecânico. O projeto com a ENGIE tem como objetivo comparar diferentes algoritmos para detecção desses desalinhamentos de maneira automática e remota, investindo em sensoriamento para abranger toda a frota da companhia e comparar diferentes metodologias de inspeção em campo.
Ambos os projetos têm como objetivo tornar o monitoramento das turbinas mais inteligente, preciso e econômico. “Ao combinar dados operacionais com algoritmos avançados, a ENGIE busca antecipar falhas, reduzir custos de manutenção e aumentar a produção de energia renovável. Essas iniciativas mostram como a inovação pode ser aplicada diretamente no campo, com resultados concretos”, afirma o gerente de Gestão da Performance e Inovação da ENGIE, Mário Wilson Cusatis.
Com mais de 10 mil aerogeradores em operação no país, a replicação dessas soluções pode representar um salto de eficiência para todo o setor eólico nacional. Além dos ganhos econômicos, os projetos contribuem para a sustentabilidade da matriz energética brasileira, ao evitar desperdícios e prolongar a vida útil dos equipamentos.
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