Indústria brasileira do setor plástico encerrou 2025 com perspectivas positivas
Predicado Comunicação -
Empresas do Grande ABC, como a Maximu's Embalagens Especiais, buscam automatização na China para reduzir dependência de mão de obra
A indústria brasileira do setor plástico encerrou 2025 com perspectivas positivas e, para 2026, projeta faturamento de R$ 168 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast)¹.
O segmento registrou R$ 5 bilhões em investimentos apenas no primeiro semestre de 2025, com foco em modernização industrial, tecnologias sustentáveis e expansão fabril, consolidando-se como o quarto maior empregador da indústria de transformação brasileira, com mais de 404 mil empregos diretos. A Abiplast prevê ainda R$ 31,7 bilhões em investimentos até 2027, destinados a embalagens sustentáveis, ampliação industrial, logística reversa e tecnologias de reciclagem.
Porém, um dos principais desafios enfrentados pelo setor é a escassez de mão de obra qualificada. A busca por eficiência operacional, a falta de profissionais e a pressão por escalabilidade levaram a automação de processos a ocupar papel de destaque nas estratégias de transformação digital no Brasil
Nesse contexto, empresas de médio porte do Grande ABC encontram na modernização tecnológica o caminho para manter a competitividade. A Maximu's Embalagens Especiais, instalada em Ribeirão Pires e referência regional na produção de embalagens plásticas de proteção, exemplifica essa estratégia ao traçar planos focados em automação e inovação tecnológica.
“Os números de 2025 foram positivos. Para 2026, estamos seguindo nosso caminho de forma independente, focados no que podemos controlar. Temos viagens marcadas para a China em busca de novas tecnologias para aperfeiçoar nosso processo e melhorar nossa entrega", explica o diretor da Maximu´s, Márcio Grazino.
O executivo afirma que a empresa encerrou 2025 com volume de produção semelhante ao de 2024, ano em que registrou crescimento próximo de 30%. Ele aponta que a modernização fabril ampliou a eficiência operacional e fortaleceu a presença da companhia em setores como construção civil e equipamentos eletrônicos. “Porém, a mão de obra anda escassa, está cada dia mais difícil e deve piorar. Tentaremos reduzir ao máximo possível nossa dependência nas contratações, trabalhar com uma equipe bem enxuta e automação forte no que for possível”, explica Grazino.
O diretor alerta para uma transformação profunda no mercado de trabalho industrial, impulsionada pelos avanços tecnológicos globais. “A China já está lançando fábricas completamente autônomas, rodando 80% com luz apagada. É uma realidade que ainda não chegou aqui, mas vai chegar. Estamos com um problema de contratação; muitos não querem permanecer no chão de fábrica e faltam especialistas para lidar com as novas tecnologias”, pontua.
Fontes: Abiplast
Alanis Hungria Zamengo Antunes <alanis@predicado.com.br>