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O número de fusões e aquisições envolvendo investimentos de private equity aumentou 17,4%

Número total de fusões e aquisições se manteve estável


O número de fusões e aquisições envolvendo investimentos de private equity aumentou 17,4% (791) em comparação com o ano anterior (674), segundo pesquisa realizada pela KPMG. Com relação ao total de operações fechadas nesses períodos, a quantidade de transações se manteve estável, com apenas um negócio a menos (1581 e 1582), respectivamente. O levantamento é realizado trimestralmente e apura dados de 43 setores da economia brasileira.

Já se compararmos os semestres, o primeiro período de 2025 registrou queda de 5% no número de transações em relação ao mesmo intervalo de 2024 (739 e 776, respectivamente). Com relação ao segundo semestre, houve um aumento de 4% (842 e 806).

“Esse avanço foi impulsionado pela reprecificação de ativos após o ciclo de juros elevados. Diante de preços mais atrativos, os fundos identificaram oportunidades para expansão, especialmente. em tecnologia. Ao mesmo tempo, investidores estratégicos mantiveram postura mais conservadora, ampliando o protagonismo dos fundos nas transações realizadas ao longo do ano”, analisa o sócio-líder de fusões e aquisições da KPMG no Brasil, Paulo Guilherme Coimbra.

Destaques setoriais:

• Tecnologia liderou o ranking de fusões e aquisições, no ano passado, concentrando cerca de 40% das transações.

• As fintechs (empresas do setor financeiro ligadas à tecnologia) impulsionaram as aquisições na indústria, que registrou alta de 52%, totalizando 209 operações no período.

• Infraestrutura - A Motiva (ex-CCR) reforçou o foco em concessões rodoviárias ao vender vinte aeroportos para o grupo mexicano Asur, por R$ 11,5 bilhões.

• Energia - A venda de 70% da Aliança Energia pela Vale para a gestora GIP, ligada à BlackRock, por US$ 1 bilhão.

• Agronegócio - A fusão entre Marfrig e BRF resultou na MBRF Global Foods.

Tendências: transformação digital, privatizações, reconfiguração do mercado e ESG

A transformação digital permaneceu como um dos principais vetores de fusões e aquisições, em 2025, em setores como tecnologia, serviços financeiros e saúde, impulsionados pela busca por eficiência, escalabilidade e inovação.

Já infraestrutura seguiu em expansão para modernização da base estrutural do país e pela superação de gargalos logísticos e de mobilidade.

Além disso, a reorganização das cadeias globais fortaleceu o Brasil como destino produtivo, estimulando investimentos em logística, agronegócio e indústria em busca de maior eficiência e resiliência.

Por fim, a agenda regulatória e ESG ganhou protagonismo nas decisões de investimento, com destaque para energia e transição energética, tornando critérios ambientais e de governança centrais na avaliação de riscos e oportunidades.

“As perspectivas para este ano são positivas, sustentadas pela melhora do ambiente macroeconômico. Como ponto de atenção, o calendário eleitoral pode gerar volatilidade no segundo semestre e postergar decisões. Ainda assim, a combinação de fundamentos mais estáveis e liquidez disponível sustenta a expectativa de maior dinamismo em fusões e aquisições”, finaliza o sócio-líder de consultoria em transações e estratégia da KPMG no Brasil, Alan Riddell.

Karina de Figueiredo Lino <karina.figueiredo@viveiros.com.br>

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