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A inteligência artificial vem deixando de ser apenas uma aposta tecnológica

Adoção da IA ganha escala no setor elétrico e muda a forma como empresas gerenciam clientes e promovem eficiência na operação


A inteligência artificial vem deixando de ser apenas uma aposta tecnológica para se consolidar como um dos principais vetores de transformação do setor de energia. Em um ambiente cada vez mais competitivo, marcado por pressão por eficiência, exigências regulatórias e consumidores mais informados, o uso de IA passa a influenciar diretamente a gestão de clientes, as operações e a estratégia comercial das empresas.

Esse movimento já é respaldado por dados concretos. De acordo com levantamento divulgado pela Gartner em 2025, até 2027 cerca de 40% das empresas de energia e utilities deverão adotar inteligência artificial de forma operacional em suas salas de controle, integrando algoritmos às decisões do dia a dia, com foco em eficiência, segurança e previsibilidade.

Para Gustavo Sozzi, CEO da Lux Energia, empresa especializada em soluções de eficiência, gestão e armazenamento energético, "A inteligência artificial deixou de ser experimental e passou a sustentar a gestão. Hoje, não se trata apenas de coletar dados, mas de transformá-los em informação confiável, auditável e acionável para a tomada de decisão", afirma.

Na prática, a IA tem sido aplicada para analisar grandes volumes de informações em tempo real, prever comportamentos de consumo, apoiar estratégias comerciais e aprimorar o relacionamento com clientes. Isso permite que as empresas atuem de forma mais proativa, antecipando demandas e reduzindo riscos operacionais.

"Quando combinamos inteligência artificial com plataformas de monitoramento desenvolvidas sob medida, conseguimos traduzir dados complexos em decisões práticas. Isso vai desde a gestão de contratos e portfólios de energia até o suporte à eficiência energética, armazenamento e estratégias de sustentabilidade", explica Sozzi.

Além do relacionamento com o consumidor, a tecnologia também impacta diretamente a gestão interna. Processos antes manuais passam a ser automatizados, erros são reduzidos e as equipes ganham mais tempo para atuar de forma estratégica.

"A IA não substitui equipes, mas qualifica decisões. Ela amplia a capacidade analítica das organizações e cria um novo patamar de controle para áreas críticas como operação, comercial e gestão de riscos", reforça o executivo.

A tendência, segundo Sozzi, é que a inteligência artificial se torne um diferencial competitivo transversal, acessível também a empresas de médio porte, à medida que soluções modulares e customizáveis ganham espaço no mercado.

"O setor de energia caminha para uma gestão orientada por dados, tecnologia e governança. Quem estruturar agora esse modelo estará mais preparado para um mercado cada vez mais complexo, regulado e competitivo", conclui.

Cleiton da Silva Farias de Andrade <cleiton.andrade@mgapress.com.br>

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