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Ambipar transforma 2,2 toneladas de plástico em 320 mil cadeiras 100% recicladas

Em seis meses, projeto já produziu 320 mil cadeiras, opera com carbono neutro e prepara expansão no Ceará


A Ambipar transformou 2,2 toneladas de plástico em 320 mil cadeiras 100% recicladas em apenas seis meses de operação, demonstrando que a economia circular já opera em escala industrial, com viabilidade técnica, ambiental e de mercado. Produzidas de forma contínua no Ceará, as cadeiras são resultado de um modelo que conecta coleta, transformação industrial e consumo, com impacto ambiental mensurável.

Fabricadas na unidade de Plástico Rígido da Ambipar, em Juazeiro do Norte (CE), as cadeiras utilizam 80% de matéria-prima pós-consumo, proveniente de catadores, associações, comunidades e atacadistas, e 20% de resíduos pós-indústria, oriundos da indústria de transformação e coletados pela própria companhia. O modelo garante rastreabilidade, controle do processo produtivo e padronização em larga escala.

A operação é realizada integralmente com energia renovável, conta com neutralização de carbono nos escopos 2 e 3 e possui certificação do Inmetro, reforçando a competitividade do produto reciclado frente aos materiais convencionais e a robustez do processo industrial.

“Esses números mostram que a economia circular deixa de ser conceito quando entra em operação contínua, com escala, mercado ativo e impacto ambiental mensurável”, afirma Adson Peixoto, diretor executivo da unidade Ambipar e responsável por esta transformação.

Produção contínua e mercado ativo

Atualmente, a planta opera com dezenas de colaboradores, uso de braço robótico no processo produtivo e produção majoritariamente voltada à pronta entrega. As cadeiras abastecem home centers, atacarejos e redes varejistas, garantindo fluxo constante de produção e escoamento — fator decisivo para a consolidação de produtos reciclados no mercado em larga escala.

Próximo passo: expansão e ganho de escala

Com a operação consolidada, a Ambipar inicia uma nova fase do projeto. Ainda neste semestre, a companhia prevê a instalação de novas injetoras de plástico, o que permitirá ampliar a capacidade produtiva em até 2 mil toneladas, praticamente dobrando o volume atual.

A expansão reforça o papel do projeto como elo estratégico da cadeia de reciclagem, conectando coleta, transformação industrial e mercado consumidor. Além das cadeiras, a empresa avalia a ampliação do portfólio com outros produtos feitos a partir de plástico reciclado, ampliando a aplicação prática da economia circular na indústria.

“A escala é fundamental para que o plástico reciclado deixe de ser exceção e passe a ocupar um espaço relevante na indústria e no varejo”, conclui Peixoto.

GBR Comunicacao <tais.ramires@gbr.com.br>

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