AXIA Energia e a GIZ lançaram parceria da primeira planta para produção de aço de baixo carbono a partir do hidrogênio verde
FSB Comunicação -
No âmbito da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, parceria com a AXIA Energia construirá uma planta de produção de hidrogênio
A AXIA Energia, maior empresa de energia 100% renovável da América Latina, e a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ (GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH), lançaram oficialmente nessa quarta-feira (4) uma parceria para a construção da primeira planta para produção de aço de baixo carbono a partir do hidrogênio verde no Brasil.
A iniciativa faz parte do programa develoPPP, que conta com recursos do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento (BMZ) da Alemanha. O objetivo é desenvolver em escala comercial um modelo de produção sustentável para reduzir o uso de combustíveis fósseis na cadeia de valor do aço, acelerando o avanço rumo a uma indústria mais limpa e competitiva e posicionando o Brasil como referência global em aço de baixa emissão de carbono.
A instalação da planta de hidrogênio verde – com capacidade de até 10 MW para abastecimento de uma usina siderúrgica parceira – reduzirá significativamente as emissões de CO2 em relação à produção de aço convencional. Além disso, a iniciativa quer demonstrar que o aço de baixa emissão de carbono é economicamente viável em escala. A colaboração entre a AXIA Energia e a GIZ também fortalecerá a infraestrutura do setor e qualificará o mercado por meio de capacitação profissional e da discussão de metodologias para a certificação do aço de baixa emissão de carbono.
“A AXIA Energia tem como propósito oferecer soluções sustentáveis que impulsionem a descarbonização de diferentes cadeias produtivas e reforcem seu protagonismo na transição energética. A parceria com a GIZ para a produção de aço de baixa emissão de carbono representa mais um avanço estratégico da companhia na construção de novos negócios e parcerias orientados pela responsabilidade socioambiental, contribuindo para tornar a indústria mais limpa, competitiva e sustentável”, afirma o vice-presidente de Inovação, P&D, Digital e TI, Juliano Dantas.
Para Jochen Quinten, diretor nacional da GIZ Brasil, esse projeto marca um novo capítulo de uma parceria sólida entre Brasil e Alemanha, construída ao longo de mais de 15 anos de cooperação no setor de energias renováveis. “Com a AXIA, damos agora um passo decisivo ao levar esse acúmulo de conhecimento e experiências para uma indústria-chave como a siderurgia. A desfossilização do aço é um desafio comum ao Brasil, à Alemanha e à União Europeia e os benefícios dessa cooperação serão igualmente compartilhados” avalia Quinten.
Siderurgia desfossilizada
A desfossilização dos processos siderúrgicos é uma das mais desafiadoras entre os diversos setores da economia. De acordo com a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), a indústria do aço responde por cerca de 7% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2). No Brasil, apesar dos recursos renováveis abundantes, a produção ainda depende fortemente do uso de combustíveis fósseis. Essa dependência expõe o setor a riscos regulatórios e de mercado, como taxação do carbono e barreiras comerciais em países que exigem produtos de baixa emissão de carbono.
O processo de produção de aço com participação do hidrogênio verde começa com a geração de eletricidade renovável a partir de fontes como solar, eólica ou hidrelétrica. Essa energia é utilizada por plantas de eletrólise da água, aplicando-se a corrente elétrica na molécula de água, dissociando-a nos gases oxigênio (O2) e hidrogênio (H2). Na etapa seguinte, o hidrogênio é integrado ao processo de fabricação do aço, substituindo total ou parcialmente fontes fósseis como o coque de carvão ou o gás natural, em altos-fornos ou em sistemas adjacentes e auxiliares, gerando aço de baixa emissão de carbono e seus produtos intermediários.
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