Axia Energia investiu em robôs para fazer inspeções subaquáticas em usinas hidrelétricas no Brasil
Infraroi -
Tecnologia reduz a necessidade de mergulhos de profissionais e amplia a precisão no monitoramento de estruturas submersas
A Axia Energia investiu em robôs para fazer inspeções subaquáticas em usinas hidrelétricas no Brasil. A intenção é aumentar a segurança operacional ao reduzir a exposição de técnicos a atividades de mergulho em áreas de risco. A companhia iniciou o projeto-piloto que envolve o uso de ROVs (Remotely Operated Vehicle, ou, em tradução livre, Veículos Operados Remotamente), que são equipamentos dedicados à inspeção de estruturas hidráulicas críticas, equipados com câmeras, iluminação e braços mecânicos.
São três robôs sendo testados e validos, cada um em uma usina hidrelétrica, Paulo Afonso (BA), Curuá-Una (PA) e Funil (RJ). Após essa etapa, os equipamentos passam a integrar as rotinas de supervisão subaquática dessas usinas. Uma quarta unidade foi incorporada para apoiar as atividades de inspeção na Hidrelétrica de Colíder (MT). Todo o projeto tem um investimento previsto de R$ 2 milhões.
A solução foi escolhida por meio do Programa PowerUp, um dos módulos do Innovation Grid, plataforma desenvolvida pela Axia Energia, e é fabricada pela empresa chinesa QYSEA. O robô, modelo Fifish V6 Expert, pesa 4,6 kg e mede 38,3 centímetros de largura, 33,1 centímetros de altura e 14,3 centímetros de profundidade. O equipamento é altamente manobrável e conta com câmera 4K, sensores avançados e braço mecânico, oferecendo precisão e eficiência nas inspeções submersas.
Como funciona os robôs da Axia
A estrutura do ROV permite a integração de novos sensores e acessórios, tornando-o adaptável a diferentes cenários operacionais, como inspeções de dutos forçados, grades de tomada d’água, estruturas de concreto, turbinas e demais componentes submersos. O equipamento também possui um braço articulado para resgate de objetos ou remoção de itens que estejam obstruindo a vedação das comportas.
Segundo a Axia, o robô possibilita que um operador monitore, à distância, as condições das estruturas submersas com muito mais eficiência sem a necessidade de atividades de mergulho. Além disso, com a adoção desses equipamentos, a companhia passa a contar com registros mais detalhados e padronizados das condições submersas de suas instalações, ampliando a previsibilidade no planejamento e execução da manutenção.