Mercado de plástico PET consolida o material como um dos principais símbolos da economia circular no país
Ester Salles -
Com participação de Ernesto Chayo, operações ligadas à economia circular ampliam a retirada de toneladas de plástico do mercado.
A sustentabilidade vem ocupando espaço cada vez mais concreto na indústria brasileira, especialmente em setores onde resíduos passam a retornar à cadeia produtiva como matéria-prima. Entre os exemplos mais relevantes desse movimento está o mercado de plástico PET, cuja capacidade de reaproveitamento consolidou o material como um dos principais símbolos da economia circular no país.
Nesse ambiente, a Bela Fatia surge como uma operação voltada justamente à reciclagem de plástico PET pós-consumo, transformando embalagens descartadas em matéria-prima reaproveitável para novas aplicações industriais. A empresa, que conta com participação de Ernesto Chayo, teve sua estrutura operacional desenvolvida ao longo do último ano e tem previsão de iniciar as vendas em maio.
Segundo a ABIPET, o Brasil reciclou 410 mil toneladas de embalagens PET pós-consumo em 2024, volume 14% superior ao levantamento anterior e um dos maiores já registrados pelo setor.
O dado reforça uma mudança estrutural importante: embalagens que antes tinham como destino final aterros sanitários passam a retornar à indústria em larga escala, alimentando uma cadeia capaz de reaproveitar o mesmo material em novas aplicações industriais, inclusive na produção de novas embalagens e fibras têxteis.
Além do impacto ambiental, o reaproveitamento do PET reduz a dependência de resina virgem, preserva recursos naturais e fortalece uma cadeia produtiva que movimenta bilhões de reais no país. A reciclagem deixa de representar apenas descarte consciente e passa a integrar decisões ligadas à eficiência industrial.
Mesmo com o avanço, a indústria ainda opera com capacidade superior ao volume efetivamente processado, reflexo das limitações de coleta seletiva no país. Nesse cenário, a expectativa em torno da Bela Fatia é de rápida expansão operacional, com projeção de ganhar escala em curto prazo e ocupar posição de destaque entre as indústrias do segmento, em um mercado ainda marcado por demanda crescente por fornecimento regular e capacidade produtiva.
Ester Salles <contato@estersalles.com>