Embalagens de aço apresentam alto potencial de reciclabilidade no Brasil
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Análise técnica comprova a reciclabilidade das embalagens pós consumo no Brasil
Um estudo técnico realizado pelo Centro de Tecnologia de Embalagem (CETEA/ITAL) para a Associação Brasileira da Embalagem de Aço (ABEAÇO) confirma que as embalagens de aço apresentam alto potencial de reciclabilidade no Brasil, com infraestrutura disponível, tecnologia consolidada e efetiva reinserção do material na cadeia produtiva.
O “Estudo sobre a reciclabilidade de embalagens de aço” avaliou tecnicamente diferentes tipos de latas utilizadas nos segmentos de alimentos, produtos de higiene e limpeza, aerossóis e tintas, considerando a realidade do sistema brasileiro de coleta, triagem e reciclagem.
De acordo com o levantamento, 47,1% das latas de aço consumidas no país foram recicladas em 2019, contribuindo para a transformação de cerca de 200mil toneladas de latas de aço pós-consumo em novo aço. O índice inclui latas de alimentos, tintas, aerossóis e tampas de aço.
A análise técnica avaliou os materiais que compõem as embalagens, a facilidade de separação de seus componentes, a interferência do conteúdo residual no processo de reciclagem, as tecnologias utilizadas e o destino final do aço reciclado. A partir desses critérios, o CETEA elaborou um índice de reciclabilidade, classificando as embalagens em três categorias: A, B e C.
As embalagens de aço para alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza, produzidas em duas ou três peças, receberam classificação A, sendo consideradas facilmente recicláveis e compatíveis com o sistema fechado de reciclagem, podendo retornar para aplicações semelhantes. Segundo o estudo, vernizes, tintas, rótulos e revestimentos utilizados nessas embalagens não interferem no processo, pois são eliminados nos fornos siderúrgicos.
Já as latas de aerossol e as latas de tintas com resíduo seco foram classificadas como B, por apresentarem processos adicionais ao processo de reciclagem, como a retirada de válvulas ou resíduos, caso existam, o que exige etapa adicional no processo de reciclagem, embora seja tecnicamente viável no país e efetivamente reciclada.
A classificação C, de menor compatibilidade, foi atribuída a embalagens que apresentam maior risco de interferência no processo, como latas com excesso de resíduo e embalagens ou tampas de aço de dimensões muito pequenas, que podem não ser recuperadas nos sistemas de triagem convencionais.
O estudo também aponta que a separação das embalagens de aço é facilitada por suas propriedades magnéticas, mas ressalta a importância da orientação ao consumidor para evitar a contaminação do material, como a prática de inserir embalagens de outros materiais dentro das latas de aço antes do descarte.
Para a ABEAÇO, os resultados reforçam o papel das embalagens de aço como uma solução alinhada aos princípios da economia circular, com reciclagem viável, infraestrutura instalada e contribuição efetiva para a sustentabilidade do setor de embalagens no Brasil.
Bruna Weinrebe <bruna@pressaporter.com.br>