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Firjan vê início da queda da Selic como positivo para a indústria

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro alerta, porém, que sem o pilar da responsabilidade fiscal, não será possível alcançar um patamar


A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) avalia como positivo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic de 15% para 14,75% ao ano. Esse movimento é coerente com a manutenção das expectativas inflacionárias dentro das metas previstas para os próximos anos e com o arrefecimento gradual do mercado de trabalho.

“Ainda assim, o atual patamar de juros permanece significativamente restritivo, sobretudo para a indústria de transformação, que segue enfrentando dificuldades para sustentar o investimento e recuperar competitividade”, avalia o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.

O início da redução dos juros, mesmo que cauteloso, representa um alívio para a indústria, que enfrenta, além dos entraves internos, pressões adicionais sobre custos e cadeias logísticas globais decorrentes dos conflitos geopolíticos. Em um ambiente internacional de rápidas transformações, em que novos acordos comerciais exigem maior robustez produtiva, a federação ressalta a importância de fortalecer os fundamentos domésticos.

Mesmo em um contexto de incerteza associado ao ciclo eleitoral, o compromisso com uma agenda estrutural crível de contenção de gastos é condição necessária para reduzir o risco-país e abrir espaço para juros menores de forma sustentável. “Sem o pilar da responsabilidade fiscal, não será possível alcançar um patamar de juros capaz de destravar o investimento e devolver à indústria o fôlego necessário para competir no cenário global”, aponta o economista-chefe da Firjan, Jonathas Goulart.

Aurélio Gimenez

Assessor de Imprensa
Gerência de Imprensa e Conteúdo

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