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Be8 e a Navegação Aliança concluíram com sucesso uma avaliação com a utilização de 100% do biocombustível

Parceria demonstrou a viabilidade técnica, operacional e ambiental do uso de 100% do Be8 BeVant® em embarcações de carga (navegação interior)


A Be8 e a Navegação Aliança concluíram com sucesso em dezembro uma avaliação com a utilização de 100% do biocombustível Be8 BeVant® no abastecimento do navio NM João Malmann em operação na navegação interior do RS. A iniciativa integra o Projeto Aliança 100% Biocombustível, lançado em 2024, que reuniu equipes técnicas, de Pesquisa e Desenvolvimento e de negócios da Navegação Aliança e da Be8 para avaliar soluções energéticas mais sustentáveis aplicáveis à navegação interior.

O processo realizado no trecho entre as cidades de Porto Alegre, Rio Grande, Pelotas e Guaíba, na hidrovia do Rio Grande do Sul, foi acompanhado pela equipe técnica da Volvo Penta (empresa do Grupo Volvo líder na fabricação de motores de alto desempenho e sistemas de propulsão nos setores marítimo e industrial), que desde o início do projeto analisou o biocombustível e garantiu a aplicação na nova linha de motores, suportada por seu Centro Autorizado Linck Náutica.

“Os resultados superaram as expectativas, a performance técnica do sistema de propulsão suprida pelo novo biocombustível comprovou essa alternativa energética como sustentável para nosso modal”, disse Ronei D. Calgaro, Diretor de Operações da Navegação Aliança.

“A Volvo Penta está globalmente comprometida com a descarbonização. No Brasil, o uso de biocombustíveis é uma vocação natural do País e um dos caminhos para a redução de emissões em nossos motores marítimos”, assegura Leandro Barbosa, Head de Motores Marítimos da Volvo Penta.

“O sucesso dessa parceria com a Navegação Aliança comprova que o Be8 BeVant® é uma solução madura, segura e extremamente eficiente para reduzir emissões imediatamente. Estamos falando de um biocombustível desenvolvido e produzido no Brasil, que entrega performance técnica similar ao combustível convencional e, ao mesmo tempo, gera um impacto ambiental transformador. Esse projeto comprova que temos uma solução de descarbonização imediata e sem custos de investimento de transição de equipamentos, que mostra que a transição energética pode — e deve — acontecer agora”, afirma Erasmo Carlos Battistella, Presidente da Be8.

“Com os resultados alcançados, reforçamos que estamos tecnicamente preparadas para avançar no uso contínuo e ampliado do Be8 BeVant® na navegação interior”, disse Sandro Tapparo, Head Comercial da Be8. “A demonstração prática comprovou que o setor já dispõe de uma solução segura, madura e imediatamente aplicável para reduzir emissões em larga escala. A partir deste marco, as empresas têm um campo aberto de oportunidades para que embarcadores, operadores logísticos e demais agentes da cadeia unam esforços na construção de novos modelos comerciais que acelerem a adoção do biocombustível”, completou.

Rota Sustentável COP 30

A iniciativa se assemelha à Rota Sustentável COP 30, que envolveu quatro veículos Mercedes-Benz – dois caminhões e dois ônibus – que percorreram mais de 4.000 quilômetros até chegar em Belém (PA), sede da COP 30, em novembro do ano passado, e chegou aos mesmos resultados de descarbonização. “Essa robustez de análise prática dá peso aos resultados e reforça a confiança de que a nossa solução é viável e escalável”, completou o empresário.

Ao longo de mais de 50 horas de navegação continua e efetiva, no período compreendido entre os dias 16 e 20 de dezembro/25, a viagem com Uso Experimental conforme Autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) produziu dados e análises de desempenho dos motores com o novo biocombustível em comparação com o óleo diesel marítimo (DMA). Em simulações inicialmente realizadas com o navio atracado para segurança da operação e depois durante a navegação efetiva com 100% do Be8 BeVant®, foi registrada uma redução total de 99,41% nas emissões gases de efeito estufa (GEE), conforme relatório especializado da empresa Waycarbon, considerando a parcela da produção e uso do combustível.

Ainda segundo a Navegação Aliança, “esses ganhos ambientais foram alcançados mantendo, de forma rigorosa, a eficiência e a segurança de nossa operação durante toda a viagem de demonstração”. A empresa reforçou ainda o comprometimento com a transição energética: “Reafirmamos nosso compromisso com a inovação e a sustentabilidade ao validar tecnicamente a aplicação desse biocombustível. Essa iniciativa contribui para a redefinição dos padrões setoriais e evidencia a necessidade imediata de uma estruturação comercial que aumente a competitividade dessa solução, ampliando sua adoção e estimulando seu uso recorrente”, completou Calgaro.

Marcelo Iglesias <marcelo.iglesias@analitica.inf.br>

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