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Paraná precisa de R$ 4,1 bilhões para universalizar os serviços de água e esgoto até 2020
Data da notícia: 16/3/2010

De toda a água tratada no estado de Paraná, 35% se perdem antes de chegar às casas. Em Curitiba, esse índice salta para 40%, dentro da média nacional

O Estado do Paraná precisaria de um investimento de R$ 4,1 bilhões para universalizar os serviços de ágia e esgoto até 2020. Já o Rio Grande do Sul, a continuar no ritmo atual de investimento no setor (R$ 118 milhões por ano, segundo dados do SNIS 2007, do Ministério das Cidades), o abastecimento de água e tratamento de esgoto vai atingir a totalidade da população urbana gaúcha só em 2060. A situação ainda é pior em Santa Catarina, que tem investido R$ 62 milhões/ano em média, que só vai atingir a universalização em 67 anos. 

Quando o assunto é perda de água potável, os números também são piores em Santa Catarina (41%) e Rio Grande do Sul (40%) do que no Paraná (35%), mas semelhantes ao índice de Curitiba (40%).

São esses dados que Yves Besse, presidente da Abcon - Associação Brasileira de Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto, vai apresentar em Foz do Iguaçu, dia 16 (terça), às 20h, durante jantar com a imprensa no Restaurante Cuisine du Ciel do Mercury Grand Hotel Internacional, à Rua Almirante Barroso, 2006, 18º andar - Centro.

Dados nacionais

Os dados do saneamento na Região Sul ajudam a ilustrar uma triste realidade nacional: segundo o Ministério das Cidades, mais de 20% dos brasileiros, ou seja, 40 milhões de pessoas (uma Argentina inteira) não têm acesso adequado à água potável, e 100 milhões de brasileiros não têm seus esgotos tratados. O desperdício de água no Brasil é da ordem de 45%, volume que poderia abastecer aproximadamente 80 milhões de pessoas. 

No mundo inteiro, 32 bilhões de m³ de água são perdidos em vazamentos. Isso gera também o desperdício de energia elétrica. A energia intrínseca na água que escorre sem ser utilizada equivale ao consumo de 9,5 milhões de residências - 3,5 vezes o estado de Pernambuco. É mais do que a capacidade de geração de energia na hidrelétrica de Jirau, que está em construção em Rondônia e figurará entre as maiores do Brasil.

A perda de água, além de comprometer a qualidade de vida de milhões de pessoas, significa também o desperdício dos investimentos realizados no tratamento desse bem esgotável. A Organização Não-Governamental internacional Tearfund, que, entre outras ações, promove a utilização sustentável dos recursos naturais, estima que 5 bilhões de pessoas sofrerão com a escassez do líquido até 2050.


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