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Energias renováveis: uma corrida pelo clima


Data da notícia: 11/3/2010

O desafio de gerar energia com baixa emissão de carbono tem um longo caminho pela frente e cada vez mais é urgente a implementação de políticas públicas de incentivo a energias renováveis e limpas.

Nesse sentido, boas notícias parecem mostrar avanços: dados que constam no documento Tendências mundiais dos investimentos em energia sustentável 2009, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em agosto de 2009, apontam que o ano de 2008 foi o primeiro em que houve mais investimentos em fontes energéticas renováveis do que na energia nuclear e na que exige alto uso de carvão. Foram alocados US$ 155 bilhões em empresas e projetos de energias limpas, principalmente na eólica e solar.

Diversos países vêm fazendo o dever de casa e planejando seus investimentos em fontes alternativas de energia. No entanto, o Brasil parece seguir uma estratégia de desenvolvimento que vai na contramão dessa realidade. O país que possui 44% da energia produzida proveniente de fontes renováveis é o mesmo que apresenta uma série de contradições em relação à questão energética, como por exemplo, o incentivo à ampliação de termelétricas e elevados investimentos para exploração de petróleo, com a descoberta da camada pré-sal. O Plano Decenal de Energia é duramente criticado por ambientalistas e alguns especialistas do setor energético.

Algumas vozes da sociedade civil acreditam que falta visão pró-ativa do governo e apontam como solução a criação de uma legislação perene, com regras estabelecidas e subsídios definidos. Assim, o setor empresarial poderá se envolver e se comprometer com investimentos. Nesse sentido, é grande a expectativa pela votação do Projeto de Lei 630, de 2003, que trata dos incentivos ao desenvolvimento de fontes de energias renováveis no Brasil. O texto traz pontos que não apenas incentivam o desenvolvimento de energias renováveis, como também abordam e alteram a legislação vigente e o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa).

Na defensiva, o governo diz que os planos Decenal e Energia 2030 mostram que a proporção das termelétricas em relação às renováveis continuará a mesma da realidade atual, em que a energia renovável supera os combustíveis fósseis. A energia solar deve entrar em breve no planejamento energético.

 

(Envolverde/ANDI Mudanças Climáticas)

 
 
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