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Campo Grande (MS) será a primeira cidade brasileira a desenvolver a Pegada Ecológica
Data da notícia: 10/3/2010

A Pegada Ecológica – metodologia criada para calcular os rastros que nós seres humanos deixamos no planeta em razão dos nossos hábitos de vida e consumo – será desenvolvida pela primeira vez em uma cidade brasileira. A parceria entre o WWF-Brasil e a Prefeitura Municipal de Campo Grande para desenvolver a metodologia da Pegada Ecológica para a cidade será anunciada nesta terça-feira (9 de março), às 14h, na sede do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do MS (CREA).

Atualmente, o cálculo da Pegada Ecológica no Brasil é feito de maneira individual. No entanto, como as pessoas vivem agrupadas em cidades, os hábitos individuais têm reflexos na cidade como um todo, assim como o consumo coletivo se reflete na pegada individual. Por esta razão, o WWF-Brasil decidiu realizar esse trabalho em uma cidade, experiência que já vem sendo testada em outros países.

O trabalho tem por objetivo calcular a pegada ecológica de Campo Grande no que se refere a geração e destino de resíduos, transporte, alimentação, habitação, entre outras áreas e desenvolver com os parceiros ações que ajudem a diminuir os impactos dessas atividades e  contribuam para melhorar o desempenho ambiental do município, reduzindo a pegada ecológica.

Para a Secretária-Geral do WWF-Brasil, os resultados desse trabalho conjunto vão trazer benefícios não só para a população de Campo Grande, mas também para outras regiões do país.  “Nossa intenção é ter a metodologia desenvolvida para Campo Grande como um modelo que possa ser aplicado a outras cidades brasileiras”, destaca.

Os itens que irão compor a base do estudo e as ações para reduzir a pegada serão discutidos com os parceiros locais – prefeitura, instituições de ensino e pesquisa, empresas, ONGs, entre outras, e elaborado um plano de trabalho a ser desenvolvido durante o ano todo.

O coordenador do Programa Pantanal para Sempre do WWF-Brasil, Michael Becker, ressalta que a pegada ecológica pode ser usada como uma ferramenta de gestão para a cidade. “Nosso objetivo é ampliar as boas experiências que já vêm sendo desenvolvidas e propor ações para melhorar o que não estiver bom”, diz Becker.

Hora do Planeta - Durante o lançamento da pegada ecológica de Campo Grande, será divulgada também a adesão, pela segunda vez, da capital sul-matogrossense à campanha de mobilização Hora do Planeta. O evento será realizado pela rede mundial WWF no próximo dia 27 de março quando as pessoas são convidadas a apagar a luz por uma hora para mostrar sua preocupação com o aquecimento global e refletir sobre a necessidade de preservar os ecossistemas.

As cidades participam da ação aderindo ao movimento e apagando monumentos que são significativos para a população. No Brasil, a campanha foi lançada no dia 3 de março, no Rio de Janeiro. As pessoas podem participar não só apagando as luzes no dia do evento, como também aderindo à campanha no site do WWF-Brasil- www.wwf.org.br

O que é Pegada Ecológica - A pegada ecológica de um país, cidade ou pessoa corresponde ao tamanho das áreas produtivas de terra e mar necessárias para produzir e sustentar determinado estilo de vida. É uma forma de traduzir, em hectares, a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade “utiliza”, em média, para sustentar suas formas de alimentação, moradia, locomoção, lazer, consumo entre outros.

A Pegada Ecológica não é uma medida exata e sim uma estimativa. Para calcular as pegadas foi preciso estudar os vários tipos de territórios produtivos (agrícola, pastagens, oceanos, florestas, áreas construídas) e as diversas formas de consumo (alimentação, habitação, energia, bens e serviços, transporte e outros). As tecnologias usadas, os tamanhos das populações e outros dados, também entraram na conta.

Cada tipo de consumo é convertido, por meio de tabelas específicas, em uma área medida em hectares. Além disso, é preciso incluir as áreas usadas para receber os detritos e resíduos gerados e reservar uma quantidade de terra e água para a própria natureza, ou seja, para os animais, as plantas e os ecossistemas onde vivem, garantindo a manutenção da biodiversidade.

Pantanal - Desde 1998, WWF-Brasil e WWF-Bolívia vêm atuando com projetos de conservação no Pantanal, em articulação com parceiros locais.  A escolha do bioma como uma de suas áreas prioritárias de atuação da ONG deve-se ao reconhecimento da importância do Pantanal para a conservação da biodiversidade.

O Pantanal é a maior área úmida continental do planeta. Ele ocupa parte dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estendendo-se pela Bolívia e Paraguai. Além de extenso, é também o berço de uma rica biodiversidade. Existem registros de pelo menos 4.700 espécies, incluindo plantas e vertebrados. Desse total, entre as quais estão 3.500 espécies de plantas (árvores e vegetações aquáticas e terrestres), 325  peixes, 53 anfíbios, 98 répteis, 656 aves  e 159 mamíferos.

Crédito da imagem: Chris Martin Bahr / WWF- Canon

 

(Envolverde/WWF-Brasil)

 
 
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