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MEIO FILTRANTE - Reuso da água na UFRJ poupará R$ 80 mil por ano

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Reuso da água na UFRJ poupará R$ 80 mil por ano

Data:11/1/2010

Projeto vai reaproveitar 24 mil litros diários de água potável

O projeto de reuso de água do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Escola Politécnica da UFRJ prevê economia R$ 80 mil por ano com abastecimento a partir de um investimento de R$ 15 mil.

O projeto tem como objetivo destinar à irrigação de jardins e canteiros ornamentais do campus parte do esgoto sanitário produzido para atividades de ensino e pesquisa na Cidade Universitária e tratado no CESA. A iniciativa do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente será conduzida no Centro Experimental de Saneamento Ambiental da UFRJ (CESA/UFRJ).

O projeto, segundo seu coordenador, o professor Isaac Volschan Jr, resultará na economia dos 24 mil litros diários de água potável utilizados atualmente para esta finalidade, que geram uma despesa anual de aproximadamente R$80 mil.

O investimento de R$15 mil será utilizado na construção de unidades de tratamento terciário, para desinfecção do efluente. "Tínhamos apenas o secundário, não suficiente para alcançar o padrão necessário para o reuso, então construímos as unidades de filtração terciárias, uma unidade para desinfecção do esgotos e uma unidade para armazenar a água".

A água será levada para os jardins por caminhão pipa, onde funcionários regarão as plantas. "A água que utilizamos no projeto poderia, em tese, satisfazer um padrão para consumo, sobre o ponto de vista das tecnologias e processos de tratamento que ela está sendo submetida. Isso somente poderia ser confirmado por uma análise laboratorial. Além disso, do ponto de vista de processo talvez precisássemos clarificá-la um pouco".

Por causa do padrão sanitário estabelecido para proteção da saúde do trabalhador, a água que chega aos canteiros não contém nutrientes, daí a necessidade da construção das novas estações para ajustar sua qualidade.

"O resultado é uma água de boa qualidade e que não apresenta um potencial nutricional que os esgotos têm - matéria orgânica, nitrogênio, fosforo -, e que o tratamento acaba removendo", explica o professor.

Segundo Volschan Jr, alguns grupos trabalham nessa linha de pesquisa de reaproveitamento de esgotos para fins de irrigação. Ele cita a Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte e as companhias de tratamento de efluêntes dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

O professor diz acreditar que o projeto de reuso da água poderá ser expandido para outras obras, como é o caso da Baía de Guanabara onde o transporte dos resíduos está causando um levantamento de poeira.

"A dragagem na Baía de Guanabara causa uma movimentação muito grande de caminhões, levantando muita poeira. Existe a possibilidade do uso da água para segurar essa partículas mas ainda estamos em negociação", disse. "A idéia é também utilizar a água no necessário processo de tratamento deste rejeito dragado", disse.

 

(Envolverde/Pauta Social)

 
 
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