Edição Nº 99 - Julho/Agosto de 2019 - Ano XVIII
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A nova fase da logística reversa em São Paulo


A nova fase da logística reversa em São Paulo



Atual Diretora-Presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), Patrícia Iglecias entra para a história como a primeira mulher a presidir a autarquia em 50 anos de existência, referência no Brasil e no exterior em inciativas e eficiência ambiental.
E mais: por ter ocupado o posto máximo na Secretaria de Meio Ambiente de 2015 a 2016, será a primeira a ter sua foto na galeria de Secretários de Meio Ambiente do Estado de São Paulo e também de presidentes da CETESB.
“São situações diferentes, a Secretaria do Meio Ambiente é mais focada no planejamento das políticas ambientais e a CETESB é um órgão licenciador e fiscalizador, trabalha na parte executiva das políticas públicas que foram planejadas e na legislação ambiental como um todo”, explica Iglecias. “O grande diferencial que se impõe em termos de gestão, com a coordenação do governador João Dória, é de um trabalho focado em eficiência para atingir resultados positivos. Como uma pessoa técnica com prática de quase 30 anos somando a advocacia, docência e gestão na área ambiental, tenho certeza que isso contou no convite do governador para assumir a CETESB”.
Sobre ser a primeira mulher a presidir a autarquia, encara o fato com naturalidade. “A CETESB é formada em grande parte por engenheiros, profissão que vem de um histórico mais masculino e acabou se mantendo com os anos. O que percebemos no Brasil, de uma forma geral, é que as mulheres foram galgando posições de trabalho, mas ainda há dificuldade para assumir posições de direção, isso se reflete em várias áreas. Por exemplo, a primeira diretora da Escola Politécnica da USP foi empossada no ano passado; no Direito, só tivemos uma diretora mulher na Faculdade São Francisco, há muitos anos. Não é só questão da CETESB. O governador João Dória teve essa preocupação e no atual Secretariado somos cinco mulheres: a Célia Leão, na Secretaria da Pessoa com Deficiência; Célia Parnes, no Desenvolvimento Social; Lia Porto Corona, Procuradora Geral do Estado; Patricia Ellen da Silva, no Desenvolvimento Econômico; e eu, na Cetesb”.
Sobre cobranças ou uma eventual responsabilidade pelo ineditismo na gestão, está bastante tranquila. “Estou acostumada a lidar com esse ambiente há muito tempo, por conta do trabalho na universidade e na advocacia. Em alguns momentos, há comentários do tipo “o ambiente está mais bonito devido as mulheres”, que não são muito cabíveis no contexto atual. Temos que trabalhar para que não seja assim e ter mais iguald ...


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