Chegada dos veículos elétricos ao país gera mudanças no mercado de filtros
Edição Nº 97 - Março/Abril de 2019 - Ano XVII
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Chegada dos veículos elétricos ao país gera mudanças no mercado de filtros



por Renata Pachione


O impacto da chegada da eletromobilidade ao país bate à porta dos fabricantes de filtros automotivos. Já há algum tempo, os carros elétricos deixaram de ser uma ideia futurista, e apesar de o seu volume ainda ser inexpressivo frente à frota circulante em território nacional, o seu crescimento tem sido significativo. 
Desenha-se então um novo cenário, pois a previsão é de que haja uma redução substancial da quantidade de filtros usados pela indústria. Mas nenhuma mudança será tão drástica e muito menos em curto prazo. Há quem considere, aliás, que o país está mais preparado para receber a tecnologia híbrida. Nesse caso, a queda de consumo dos sistemas de filtragem não seria da dimensão da provocada pela consolidação dos veículos elétricos. De qualquer forma, o filtro, por mais que passe por mudanças, terá assegurado seu espaço no mercado automotivo.

Cenário hoje 
“O Brasil entrou tarde no processo de eletrificação de veículos”. Assim o presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), Ricardo Guggisberg, explica, em alguma medida, o volume (ainda) pífio de modelos elétricos vendidos ao mercado nacional. Entre 2012 e 2018, a frota de automóveis comerciais leves eletrificados no Brasil atingiu 10.666 unidades, o equivalente a 0,03% do total, segundo os dados de emplacamento do Renavam. Destrinchando um pouco esse volume, Guggisberg aponta que, entre os emplacados até 2018, os veículos elétricos puros (100% a bateria), corresponderam a menos de 300 unidades. Os híbridos plug-in responderam por algo similar (quase 300 carros também), enquanto a imensa maioria foi de híbridos não plug-in. Em tempo, do ponto de vista do mercado, a associação não faz distinção entre essas subcategorias, ou seja, são todos avaliados como veículos eletrificados. “Isso porque mesmo os híbridos são tracionados por um motor elétrico” – explica Guggisberg.
Apesar do índice inexpressivo frente à frota nacional, este setor não é apático ou inerte. O crescimento das vendas desses veículos no Brasil, assim como aconteceu em outros países, mostra-se acelerado” – atesta Guggisberg. Em 2015, o país tinha emplacado 846 veículos, entre elétricos e híbridos. No ano passado, esse número chegou a 3.970. 

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