Filtros para residências voltam a ser preocupação com possível crise hídrica
Edição Nº 93 - Julho/Agosto de 2018 - Ano XVII
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Filtros para residências voltam a ser preocupação com possível crise hídrica



por Dayane Cristina da Cunha Fernandes
Com o nível de água do sistema Cantareira, principal manancial da região metropolitana de São Paulo, chegando a 48,1%, sem considerar a reserva do chamado “volume morto”, começa a repercutir rumores de uma nova crise hídrica este ano. Para se ter ideia, esse valor é mais baixo que o registrado antes da crise de 2014 e 2015 e chama a atenção de especialistas.
Além dos possíveis racionamentos, surge outra preocupação entre a população; a qualidade da água. Com isto, o número de pessoas que procuram garantir água pura em suas residências é cada vez maior. Por isto, é necessário entender os dois tipos mais comuns de filtração para residências: filtros para Ponto de Entrada (POE) e filtros para Ponto de Uso (POU).
Para garantir que á água recebida pela companhia de abastecimento chegue às torneiras com a máxima qualidade possível, pode-se instalar os filtros de Ponto de Entrada. Os filtros de Ponto de Entrada (POE) residenciais são instalados nos pontos em que a água chega aos domicílios. Os tipos mais usuais, que possuem certificação compulsória do Inmetro, são os que vêm após o relógio do cavalete, conhecido como hidrômetro, que faz o registro de entrada da água; antes da caixa d’água, evitando que a sujeira da tubulação da rede entre na caixa; ou antes dos pontos de abastecimento de equipamentos alimentados diretamente pela rede pública. Já os de Ponto de Uso (POU) são utilizados nas máquinas de lavar, chuveiros, purificadores e filtros de água para consumo, entre outros.   
Segundo Rogério Jardini, a finalidade deste tipo de filtro é reter as partículas sólidas, mantendo a caixa d’água limpa e com cloro, que é a proteção da água potável contra os microrganismos até seu consumo. Rogério afirma que atualmente, cerca de 10% das residências possuem filtros instalados na sua entrada de água potável.
O processo de filtração acontece com a retenção física das partículas e contaminantes sólidos, feita pelo meio filtrante poroso com o qual ele é fabricado. Os materiais utilizados podem ser vários: areia e/ou brita, tela metálica, tecido de polipropileno ou poliéster, fibras de celulose, manta e/ou fio de algodão ou polipropileno, sendo o mais moderno o modelo feito de polipropileno melt-blown, cujo processo de fabricação é semelhante à fabricação do algodão doce, como explica o especialista. “Ao invés de açúcar usa-se polipropileno, criando fibras e sendo estas fibras embobinadas formando um cilindro (cartucho filtrante)”.
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