Empresas apostam na junção de tecnologias para desmineralização de água
Edição Nº 88 - Setembro/Outubro de 2017 - Ano XVI
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Empresas apostam na junção de tecnologias para desmineralização de água



por Dayane da Cunha Fernandes

O mercado que utiliza água desmineralizada já conhece as duas tecnologias de desmineralização para sua obtenção. A novidade é que apostar na mescla destas tecnologias pode ser a saída para conseguir a água com a qualidade necessária, segundo o engenheiro e diretor técnico da Permution, Angelo Krieger.
“O fornecimento de equipamentos desmineralizadores vai além da tecnologia. É preciso know-how de como aplicar a melhor solução técnica econômica para a necessidade de cada cliente. É muito comum hoje combinarmos as duas tecnologias de desmineralização para obtenção de água desmineralizada conforme a água bruta disponível no cliente e os requisitos da qualidade final da água tratada”. A empresa Solabia Biotecnológica, localizada no Paraná, mesclou as duas tecnologias, por exemplo.
Para isto, é imprescindível ter o conhecimento de alguns pontos. Segundo Krieger, é necessário ter em mente a qualidade físico-química e microbiológica da água necessária ao processo e qual a fonte de água bruta disponível. 
“Baseado nestas duas perguntas conseguimos determinar qual será a melhor tecnologia para desmineralização de água na relação custo x benefício. Pois nem sempre o maior investimento trará o melhor benefício para o cliente”.
As duas tecnologias disponíveis atualmente são a de Troca Iônica e por Osmose Reversa. A Troca Iônica foi a primeira tecnologia para desmineralização de água industrial no Brasil, por isso tem seus adeptos até hoje, segundo o diretor, que cita as principais vantagens da tecnologia.
“A TI é muito robusta e flexível para a maioria das aplicações onde o conteúdo microbiológico da água não é relevante. Ela mantém a preferência entre os clientes devido ao menor custo de investimento”. Mas lembra também sobre suas desvantagens.
“A desvantagem é a manipulação de produtos químicos extremamente agressivos e atualmente controlados pela Polícia Federal e Polícia Civil, que exigem licenças específicas para aquisição dos regenerantes. A neutralização dos efluentes advindos da regeneração é outro problema para as empresas, pois muitas não possuem ETE para tal finalidade”.
O engenheiro fala também sobre a Osmose Reversa. Segundo ele, se no resultado físico-químico da água a TI é mais eficiente, em relação à microbiologia da água desmineralizada, a ...


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